sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Queres uma fatia? Quer dizer, uma panqueca?




Tudo a cantar parabéns ao Bróculo Júnior, vamos lá! Ai, que afinadinhos, que vozes maviosas, que rouxinóis almiscarados (acho que isto não existe, mas está-me a soar bem)! Obrigada, vocês são umas riquezas! Mas conselho de Ervilha: não larguem os vossos trabalhinhos, sim? É que o mundo da música é competitivo só por isso (e já ouvi peúgas anti derrapantes com mais sentido rítmico...) Mas adiante.

Como já tinha partilhado convosco (se perderam os episódios anteriores, é só carregar no rewind. Que é como quem diz, clicar nas mensagens antigas), o Bróculo Júnior não gosta de doces, excepção feita a bolas de berlim sem creme, e alguns gelados. Sim, ele não gosta de doces. Sim, ele prefere brócolos. De maneiras, que já há alguns anos desta sua longa vida que o seu bolo de aniversário é um amontoado de bolas de berlim (resulta que é um mimo, nunca sobra nada). Estão a olhar de lado, porquê? Quem sai aos seus não é de Genebra. E um parafuso a menos nunca fez mal a ninguém.

Arrematado que estava o Bolo de Bolas de Berlim para os companheiros do futebol, e para que o aniversariante fosse hoje presenteado por um catita "Parabéns a você" pelos companheiros de carteira, restava-me fazer um bolo "tradicional" em que o meu filho não iria ferrar o dente. E como essa ideia não me agradava nadinha, surgiu-se-me esta ideia levada da breca: um bolo de Panquecas. Sim, o Bróculo Júnior gosta de panquecas. De maneiras que assim começou o meu dia: 7 da matina, aí está Ervilha Maria a virar, nem mais nem menos que, 36 panquecas. E sim, vale a pena. E faz-se assim:

Bolo de Panquecas do Meu Mai' Novo

Tempo de preparação: Comme si, comme ça

Despensa:

300 g de farinha com fermento
75 colheres de sopa de açúcar amarelo
3 ovos grandes
4,5 dl de leite
Óleo em spray
Creme de Chocolate e Avelã (Sim, usei aquele daquela marca. Que rima com com entretela.)

Deu para 36 panquecas

A parte divertida:

Mistura a farinha com o açúcar. Deita para a batedeira, junta os ovos e metade do leite e bate durante uns 6 minutos. Junta o resto do leite e bate até fazer bolhinhas.

Leva uma frigideira anti aderente, pulverizada com óleo, e frita as panquecas da seguinte forma: meia concha no centro da frigideira e quando a superfície "coagular" e fizer bolhinhas, vira com uma escumadeira. Isto é muito rápido, mais ou menos dois minutos por panqueca. Como são muitas, deves dar mais umas pulverizadelas entre panquecas.

Feitas as panquecas, coloca cinco no prato, barra com o chocolate, e vai sobrepondo as panquecas e repetindo a operação até acabares com as ditas cujas. Et voilá!

Post scriptum: Eu queria polvilhar com um cacauzinho, um açúcar em pó, mas o Bróculo não deixou, porque "não gosta dessas mariquices". Mas eu creio que ia ficar bem catita. Hei-de experimentar,também, colocar uns moranguinhos fatiados junto ao chocolate. É coisa para causar felicidade, não vos parece? Se experimentarem entretanto, mostrem à menina, sim? Ah, e PARABÉNS, FILHO! ÉS O MAIOR!



quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

São sobras, Senhor! São sobras...





Lá diz o povo (acho esta expressão assim um bocadinho pró reaça, mas por hoje passa), que a necessidade aguça o engenho, expressão que tão caracteriza essa paixão tão lusitana pelo desenrascanço. No entanto, tenho para mim que o engenho que tão bem nos desenrasca, também nos ajuda a afundar neste bonito lodaçal em que nos encontramos. Zé Tuga que é Zé Tuga encontra sempre maneira de dar um jeitinho, contornar a questão, arranjar alguém que feche os olhos, assobie para o lado, que não seja mais papista que o papa, que facilite. E assim o Zé Tuga vai cavando para tirar o monte de areia que lhe dificulta o caminho,  sem se aperceber que as pazadas de terra lhe estão a cair em cima.

Não quero com isto desculpabilizar os chulos dos políticos, essa cambada de gatunos, que andam todos ao mesmo, e só querem é tacho. Gostaram deste momento "fogareiro bigodudo"? Eu gostei, foi libertador. A questão que se impõe é, e preparem-se para este momento profundo e sério (aproveitem que nesta xafarica isto tem mais ou menos a mesma periodicidade do cometa Halley) é: somos nós o espelho dos nossos políticos, ou vice-versa? Quem apareceu primeiro? Quem é o ovo, e quem é a galinha? Eu diria que pelo QI demonstrado pelo nosso governo, e pela maneira como andamos a ser comidos... Tenho-me sentido bastante escalfada.

Divagações à parte, há desenrascanços que valem a pena, e esta receita que aqui vos trago nasceu da necessidade de encher uma marmita de forma engenhosa. E da minha mania de não deitar nada fora, porque sou uma fona. E não é que correu bem? Ele há coisas... E faz-se assim:

Arroz do Desenrasca

Tempo de preparação: Tipo Lusco-fusco

Despensa:

200 g de arroz branco cozido
Azeite
2 alhos picadinhos
1 colher de sopa de salsa picada
2 linguiças cortadas aos pedacinhos pequenos
1 caneca de ervilhas cozidas
Pimenta preta moída q.b.

A parte divertida:

Leva uma frigideira anti aderente ao lume com um fio de azeite o alho e a salsa. Quando começar a crepitar, junta a linguiça, e salteia rapidamente, 3-4 minutos. De seguida junta as ervilhas, envolve e salteia mais 4 minutos.

Agora junta o arroz, e envolve bem, tempera com uma pitada de pimenta (em  princípio não é preciso sal, mas prova e confirma). Salteia mais uns 2-3 minutos, enfeita com uma folhinha de salsa, et voilá!

Post scriptum: Isto é um óptimo acompanhamento para um sem número de coisas. Mas sabem o que é que eu gosto mesmo? De pôr duas belas conchas deste arroz num prato, e botar-lhe um ovo escalfado por cima, e vai de pimenta preta para cima. Fregueses, até se apagam! Não no sentido de falecer. No sentido de "Ui, ui, que coisa boa! Ervilha, tou-te grata  para a vida!" Só para que não haja dúvidas.




quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Receita mais rápida que a própria sombra...




Hoje não tenho nada de particularmente interessante para partilhar convosco, no âmbito do parlapier. Isto por si só, é assim um bocado de quem se arma ao pingarelho, na medida em que se parte do princípio que a minha verborreia costuma ter interesse. Vá, às vezes até tem. Ainda aqui há atrasado (pontos extra pelo uso desta expressão), houve aquela dissertação sobre a CMTV, aqui. E também houve aquela reflexão sobre a Craigslist e dick picks, aqui. E sobre o meu cabelo, aqui. E sobre o rapto de um anão em Amesterdão, aqui... Oh, #@%€-se! O que pr' aqui vai... Ervilhe Marie enloucou, só pode... Vocês também podiam ter-me dado o toque, não? Porque é que ninguém me disse nada?

PAUSA PARA REFLEXÃO E ALGUMA AUTO FLAGELAÇÃO 
(SIM, ENVOLVE UM MEDLEY DOS PÓLO NORTE. EU MEREÇO.)

Eu prometo, solenemente, que a partir de agora escreverei sobre efemérides, eventos solidários, novos produtos de cosmética, crescimento interior, moda, dicas de jardinagem... Não, esperem! Pára tudo! Lamento, fregueses e freguesas! Não dá. Esta que vos fala não consegue evitar uma boa dose de parvoíce, nada é mais inspirador que tolice aos rodos. Ou não fosse Ervilha Maria a mais orgulhosa coleccionadora de saber inútil deste mundo e do outro. Lamento, mas é o que temos.

E sim, o texto acima não é mais que um eficaz subterfúgio para a falta de assunto que me assolou hoje, uma gloriosa fuga para a frente. Muahahahahahah (inserir riso maquiavélico)! E digo-vos mais, o receituário de hoje, é também nasceu de um dia de certa calanzice. Mas, ao contrário do texto palerma de hoje, esta receita é plena de utilidade. E sabor. E fácil, facílima. E faz-se assim:

Empilhado de Tomate, Queijo e Bacon

Tempo de preparação: Tipo Lusco-fusco

Despensa:

1 fatia de pão de mistura
Azeite
Meio alho descascado
2 rodelas de tomate
Sal e pimenta q.b.
Oregãos
1 fatia de queijo fundido
1 fatia de bacon

Esta quantidade serve um Empilhado, para fazer mais é só multiplicar os ingredientes

A parte divertida:

Liga o forno a 200º. Torra a fatia de pão na torradeira, ligeiramente. Coloca num recipiente que possa ir ao forno. Cobre o pão com um fio de azeite, e esfrega com o alho cortado. Agora, coloca o tomate e tempera com uma pitada de sal e pimenta. De seguida vai o queijo (se preciso corta a fatia ao meio de forma a cobrir tudo), e polvilha com oregãos.

Leva o empilhado ao forno. Noutro recipiente,  forrado com papel vegetal, leva  a fatia de bacon ao forno, ao mesmo tempo. Fica tudo no "calorzinho" cerca de 6 minutos, isto é, o tempo necessário para o queijo gratinar e o bacon tostar e "encarquilhar" um pouco. Retira tudo do forno, seca a fatia de bacon em papel vegetal, bota em cima do empilhado, et voilá!

Post scriptum: Este Empilhado, para começo de uma refeição, sai que é uma maravilha. Mas não fica por aqui. Ora imaginem isto em modo "Sozinha em Casa": dois empilhados, acompanhados por uma malga de sopa e um copo de tintól... Upa, upa! Puxadote de bom!







terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Com mimos e bolos, não nos importamos de ser tolos



Em boa hora, Ervilha Maria deixou de viver num apartamento, e mudou-se de armas e bagagens para a casinha onde ainda hoje vive. Adeus, reuniões de condomínio que fazem o conflito israelo-palestino parecer um arrufo de namorados. Adeus ao "Descalça-te lá, olhó vizinho de baixo!". Adeus ao "Mas quem é que se agarra ao berbequim às 06:37, #@€-se!". Coisas que me deixam tanta saudade como as dores de parto. 

A todas estas vantagens, junta-se o facto de ter uns vizinhos sumpimpas, de meter inveja a qualquer um. E assim sendo, hoje temos novidade. Artista convidado aqui na xafarica, um vizinho que vale um balúrdio, Paulinho do Arroz Doce de seu nome. Paulinho teve a amabilidade de vir aqui fazer uma participação especial, e colorir o meu estaminé com o seu brilhantismo, no que ao campo da lambarice diz respeito.

Estas belezas que aqui vos trazemos adoçam a boca da mais que tudo de Paulinho do Arroz Doce, Anita Clementina. E de caminho, a vizinha também recebe um para provar. Sou ou não sou uma miúda cheia de sorte? E conforme receita do vizinho mais catita deste hemisfério e do outro, faz-se assim:

Mimos do Vizinho

Tempo de preparação: Comme si, comme ça

Despensa:

A medida usada nesta receita é o copo de iogurte

4 ovos
1 iogurte natural
1 copo de óleo quase cheio (menos um dedo)
2 copos de açúcar
2 copos de farinha
5 gotas de extracto de baunilha
1 colher de sopa de fermento
125 g de miolo de noz picado

Formas de papel e formas para queque

A parte divertida:

Liga o forno a 200º. Coloca na batedeira todos os ingredientes por esta ordem, com excepção do fermento e do miolo de noz. Bate bem a massa até estar tudo bem misturado. Agora junta o fermento e a noz, e bate novamente até ficar homogéneo. 

Distribui a massa pelas forminhas de papel, que vão ao forno dentro das formas de queque (de alumínio ou silicone) durante 20 minutos. Et voilá!

Post scriptum: Não gostam de noz? Usem amêndoa. Não gostam de amêndoa? Usem avelã. Também não gostam? Pronto, não ponham frutos secos. Ponham coco, ou raspas de chocolate, ou o que vos der na bolha. É à vontade do freguês e da freguesa!



segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Malandrinho, este polvinho...




O Feijão António fez anos ontem. E eu que sou uma besta, esqueci-me de lhe dar os parabéns. O Feijão António como sabem (se não sabem, fazem o favor de ir ver os capítulos anteriores) é colaborador desta xafarica sempre que possível. É autor do design gráfico deste blog, do magnífico logótipo da Ervilha e das melhoooooooreeeeesss fotografias deste estaminé (e nunca é demais repetir que são as melhores de longe). E é acima de tudo um amigo querido do meu coração, que tem a amabilidade de me aturar há uns quantos anos, com quem passaria todas as horas da vida a falar de cinema (uma das paixões que nos une), e é só a pessoa mais talentosa que eu conheço.

Dito isto, volto a salientar que sou uma besta, que o facto de me ter esquecido do seu dia de aniversário faz de mim uma reles de uma amiga que não merece o bacalhau que come, e que espero que este mea culpa público seja uma atenuante para tão imperdoável crime. I rest my case!

Posto isto, aqui vos trago o petisco que protagonizou o almoço do clã da Ervilha no sábado, com a presença do meu paizinho Manel Bacalhau (que é grande aficionado de polvo), onde se celebrou mais um êxito futebolístico de Bróculo Júnior. Este arroz é muito do gostoso, bem fácil de fazer. Só é assim para o demorado, porque o polvo é bicho que para ficar tenro precisa de um banho quente demorado. Eu até o cozo no dia antes quando o destino é o almoço, como foi no sábado. E faz-se assim:

Arroz de Polvo featuring Camarões

Tempo de preparação: Isto é coisa para demorar

Despensa:

1 polvo 
Azeite
1 cebola picadinha
3 alhos picadinhos
3 colheres de coentros picadinhos
1 malagueta
10 camarões 
1/2 lata de tomate em pedaços, passada com a varinha mágica
1 colher de sopa de creme de marisco
Sal e pimenta q.b.
1 copo e meio de arroz carolino (cerca de 300 g)

A parte divertida:

Leva o polvo ao lume numa panela tapada, coberto com água, durante 1 hora. Depois de cozido, corta o polvo aos pedaços, e reserva a água da cozedura. 

Leva um tacho ao lume com um fio de azeite, a cebola, os alhos, 2 colheres de coentros e a malagueta, e deixa refogar até a cebola estar douradinha. Junta o polvo e os camarões, e salteia uns 5 minutos. Adiciona o tomate passado e o creme de marisco e mexe bem. Tempera com sal e pimenta, tapa, e deixa apurar em lume brando cerca de 10 minutos.

Junta o arroz, e envolve bem na calda. Deixa apanhar o gosto durante 3 minutos, e junta 3 copos de água da cozedura do polvo. Tapa  e deixar cozer em lume brando, durante cerca de 12 minutos. Polvilha com os restante coentros, et voilá!

Post scriptum: Já ouvi 1001 métodos infalíveis para cozer polvo: na panela de pressão, com uma cebola sem água, em vinho tinto... Eu sempre cozi assim, e sempre correu bem, de maneiras que é este o meu conselho. É isso. 




sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Com pózinhos de pirilimpimpim, um caril pirilimbombom!




Bróculo Júnior: Mãe, o que é o atentado ao pudor?
Ervilha Maria: Por exemplo, se fores nu para a rua é atentado ao pudor.
Bróculo Júnior: Ok. E mais?
Ervilha Maria: Se fizeres o amor na rua, também (riso cúmplice)
Bróculo Júnior: Ok. (finge tirar um lápis imaginário do bolso, e faz um risco na mão). Tenho de riscar este da lista.
Ervilha Maria: Estavas a planear fazer "isso" em público, filho? (riso desconcertado)
Bróculo Júnior: Ó mãe, tenho imensos projectos para o futuro.

A uma semana de fazer 12 anos, é isto meus amigos. Que orgulho! E tudo isto com o ar mais seráfico desta vida. Um Bruno Nogueira com 1,43 m. O mundo é a sua ostra. Partindo do pressuposto que emigra. Caso contrário, o mundo dele não deverá mais que um berbigão com salmonelas. Que optimista que eu estou hoje, hein?


Mas os talentos do meu mai' novo não se ficam por aqui. Para além de estarmos a falar do play maker dos Infantis 7 do G.D.U.E., com um pé direito que é um mimo, já dá uns toques na cozinha. Se bem que a especialidade dele é mesmo comer. Enfardar, mais precisamente. Enquanto Bróculo Júnior cozinhava este maravilhoso caril, não fosse estar sob a minha vigia, no final só teria uma frigideira vazia para fotografar. Mas consegui salvaguardar a integridade do nosso jantar como sua sous-chef. Por falar nisso, já são horas, de maneiras que vou andando. Resta-me acrescentar que vai acompanhar com um singelo basmati, e faz todo um clã feliz. Moi même, incluída. E faz-se assim:

Frango e Cenoura à laia de Caril

Tempo de preparação: Comme si, comme ça

Despensa:

2 peitos de frango, grandes, cortados em cubos pequenos
2 colheres de café de açafrão das Índias
2 colheres de café de caril em pó
2 colheres de café de alho em pó
2 colheres de café de gengibre em pó
Sal
Azeite
1 alho descascado
1 malagueta
1 cebola bem picadinha
2 colheres de sopa de coentros, bem picadinhos
3 cenouras às rodelas bem fininhas (tipo batata pála-pála)
20 cl de natas magras

A parte divertida:

Numa tigela, deita o frango em cubos, uma colher de café de cada uma das especiarias, uma pitada de sal e um fio de azeite. Mistura tudo, e deixa a marinar meia hora.

Leva uma frigideira anti aderente ao lume com um fio de azeite. Salteia o frango até estar bem douradinho, cerca de 10 minutos, mais coisa menos coisa. Reserva o frango.

Agora, leva a mesma frigideira ao lume (coloca mais um pouco de azeite se necessário) com a cebola, o alho, a malagueta e uma colher de coentros. Deixa refogar um pouco, e junta a cenoura, e as restantes colheres de café de açafrão, caril, alho e gengibre. Junta mais uma pitada de sal, mexe bem, tapa, e deixa estufar em lume brando cerca de 5 minutos. Agora junta o frango e deixa cozinhar mais 10 minutos.

Adiciona as natas, mexe, rectifica os temperos, e deixa ao lume 4 minutos. Polvilha com uma colher de sopa de coentros, et voilá!

Post scriptum: Eu cortei a cenoura com o  para-cima-de-espectacular Robot de cozinha que a minha sogra me deu (Obrigada, sogrinha!). Podem fazê-lo com a mandolina (se tiverem), ou à  faca, com muita paciência e uma boa dose de paciência. Duas coisas de que sou totalmente desprovida. Em último caso cortem a cenoura às rodelas "normais", e dêem-lhe uma cozedura ligeira, previamente.




quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Isto não é plágio, é uma homenagem #3




Facto: A Correio da Manhã TV não me falha! A busca incessante pela notícia, a investigação que não teme pôr o dedo na ferida, o enfoque nos temas fracturantes... Se dúvidas houvesse quanto ao critério jornalístico rigoroso deste canal, a extraordinária peça noticiosa que tive hoje a oportunidade de  assistir afastou qualquer tipo de dúvidas. E inacreditavelmente, apenas a CMTV nos dá a informação que realmente conta. Nem uma palavra sobre o tema em qualquer outro órgão de comunicação social. Um escândalo! E de que é que vos estou a falar, senhores fregueses? Preparem-se!

DORA TRABALHA NO MCDONALD'S (vídeo aqui)

Não, não é a Dora, a Exploradora. Com pena do director da CMTV, com toda a certeza, que o trabalho infantil também tem muita saída. Não percebo o que se passou com a Dora, a sério. Depois de cantar o "Não sejas mau para mim" com um tutu verde néon que dava para avistar do Google Earth; uma passagem pel' "A tua cara não me é estranha", concurso de talentos com jurados tão manifestamente rigorosos como Alexandra "Peixe Balão" Lencastre e José Carlos "Paralisia Facial" Pereira; e uma capa na Playboy, publicação que segundo sei estava a vender tanto que andava a pagar os cachets em Ticket Restaurante... Era uma carreira que tinha tudo para dar certo. Quanto ao facto da CMTV fazer uma peça sobre isto... Esgotei a ironia por hoje, pelo que todas as considerações que fizesse sobre o tema seriam proferidas com o vernáculo próprio da camionista que há em mim. 

Mas deixemos de lado os amargos de boca e passemos aos doces. Se perderam a odisseia envolvida no receituário de hoje, isso quer dizer que ainda não fizeram o imprescindível like na Ervilha. Vou-vos dar um minuto para isso (é carregar aqui). Pronto, podemos voltar a este bolo maravilhoso, uma adaptação do "Bolo Madeira da Minha Sogra" do livro "Prazeres Divinos" da única e incomparável Nigella Lawson. Mudei alguns ingredientes, a preparação não é exactamente igual, mas o brilhantismo é da Diva. É delicioso, tem uma crosta de ir às lágrimas, e junto a uma caneca de leite com café, é coisa para fazer levantar os pés do chão. E faz-se assim:

Bolo que é Primo do Bolo Madeira da Sogra da Nigella

Tempo de preparação: Isto é coisa para demorar

Despensa:

250 g de margarina derretida (1 minuto no microondas e está feito)
200 g de açúcar branco
Raspa de 1 limão e sumo de meio limão
3 ovos grandes
300 g de farinha com fermento
Açúcar amarelo para polvilhar
Papel vegetal para forrar a forma e Óleo em spray para "pulverizar" o papel

A parte divertida:

Liga o forno a 170º. Deita a margarina, o açúcar branco e a raspa de limão na batedeira, e "dá-lhe gás". Depois de bem misturado, acrescenta os ovos um a um, juntamente com uma colher de sopa de farinha por cada ovo. Bate bem entre cada ovo+colher de sopa de farinha. Por último, junta o resto da farinha, e bate muito bem até estar fofinho e homogéneo.

Forra uma forma de bolo inglês com o papel vegetal, e "pulveriza" com o óleo em spray. Deita a massa na forma, alisa-a, e polvilha com um pouco de açúcar amarelo. Leva ao forno durante 1 hora, pica com um palito antes de tirar o forno para verificar a cozedura, deixa arrefecer um pouco antes de desenformar, et voilá!

Post scriptum: Na falta de óleo em spray, podem muito bem usar a margarina "tradicional" ou a líquida que resulta de igual forma. Eu cá uso o óleo em spray por dois motivos: ponto 1- sou uma grandessíssima calona, ponto 2- não gosto de besuntar as unhas com gordura. Estão a gozar porquê? São razões tão válidas como outras quaisquer, homessa!






quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Às vezes também não faço nada e compro tudo feito: Pão de Curcuma da Eric Kayser



Esta maravilha que aqui vos trago foi-me apresentado pelo meu paizinho, Manel Bacalhau. E a minha vida nunca mais foi a mesma. Assim, quero começar por agradecer publicamente ao meu pai ter introduzido o pão de curcuma na minha vida. Aproveito também para demonstrar a minha gratidão por me ter inserido um chip que me impede de votar à direita em circunstância alguma. E já agora, agradeço ao meu pai por ser um autêntico INEM na minha vida, pronto a ajudar em qualquer circunstância, sem interrogatórios descabidos à la 112, e com um tempo de resposta que faria corar qualquer paramédico. Mas vamos prosseguir, né?


Depois da primeira dentada quis saber tudo sobre estas fatias douradas: O Quê, Quando, Quem, Onde, Como? A curcuma (prima pobre, mas nem por isso menos saborosa, do açafrão) dá-lhe a cor e o sabor exótico, e as nozes e avelãs dão-lhe um crunch divino. Assim todos os caminhos me levaram à Eric Kayser da Rua do Carmo (ver aqui), arca do tesouro repleta de pães, pãezinhos, bolos e bolinhos, onde mora esta jóia da coroa.


Qual míssil teleguiado lá fui eu direitinha à banca do pão, e embora tudo me gritasse "leva-me a mim também!", "eu também sou espectacular!","vais ver que não te vais arrepender!", logrei sair com o meu objectivo cumprido, 2 pães de curcuma (um para mim e outro para o meu paizinho como prova da minha gratidão eterna) e deixei as restantes tentações para uma próxima viagem. Mas foi duro, duríssimo!


Já no conforto do lar, num animado jantar com alguns dos suspeitos do costume, este pão juntou-se a um belo azeite novo, às melhores azeitonas do mundo (ambos vindos da Loja da Amélia, de que vos falarei aqui em pormenor, dentro em breve) e ao meu "Creme de queijo creme e otras cocitas más..." (receita aqui), e foi um festival de "Ui, ca bom!", "Ca maravilha!", "Onde é que descobriste isto?" E isto é coisa para me deixar tão feliz...

Post scriptum: Relembro mais uma vez, que eu sou menina de pratos limpos, que nada disto é encomendado, pago, ou coisa que o valha. É facto que saí mais rica da Eric Kayser do que lá entrei, mas apenas porque este pão d'oiro à minha mesa vale um balúrdio. 
Mais coisas sobre a Eric Kayser:
https://www.facebook.com/erickayserportugal
http://www.maison-kayser.com





terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Pouca vergonha da Casa




Já vos disse que adoro ver a CMTV? Não sabem o que é a CMTV? A CMTV, Correio da Manhã TV, é a irmã televisiva dessa conhecida marca de acendalhas, o Correio da Manhã. E o que é que podemos esperar quando ligamos a caixinha mágica na posição 8? Sangue, desgraça, caos, crime e muita, muita, mesmo muita, estupidez.

O programa da manhã é apresentado pelo Nuno Graciano e a Maya. Não preciso de dizer mais nada, pois não? Garanto que depois de visionarem isto, a Cristina e o Goucha vos vão parecer a Simone de Beauvoir e o Jean Paul Sartre. Temos ainda um programa de futebol: "Liga Futre", com o sócio ao leme, uma loira boa, o Jorge Coroado, o Fernando Mendes e  o António Veloso. Para coroar este pot-pourri do Inferno, o Nuno Graciano também dá um ar da sua desgraça. Mais uma vez, acho que isto diz tudo. 

E os noticiários, meus amigos? Ver os apontamentos noticiosos desta canal numa televisão 3D, transformaria certamente a vossa sala em algo muito próximo de um matadouro. A receita é mais ou menos esta: junta um homicídio por violência doméstica com um pedófilo reincidente e leva ao lume; salpica com um assalto à mão armada com feridos graves e acompanha com um acidente de viação com 4 vítimas mortais. Mais coisa, menos coisa. De apetite!

Ao final da noite, podemos ainda contar com películas de soft porn, mais ou menos o correspondente à ementa erótico-badalhoca que são os classificados do Correio da Manhã. Um pouco de pouca vergonha, parecendo que não, é coisa para dar uma ajudinha às audiências. O que também é uma pouca vergonha (reparem na ligação nada rebuscada) é esta sobremesa. Pouca vergonha, porque é obscena de boa. Mas, há que dizê-lo, dá pouco trabalho, e custa pouco dinheiro. E faz-se assim:

Doce da Minha Casa

Tempo de preparação: Comme si, comme ça

Despensa:

4 ovos
1 lata de leite condensado magro
A medida da lata de leite meio gordo
1/2 pacote de bolacha Maria torrada
1 bica
200 ml de natas
Chocolate culinário

Serve pelo menos 8 bocas gulosas

A parte divertida:

Separa as gemas dos ovos. Deita o leite condensado, o leite "normal", e as gemas num tachinho. Mistura bem com uma vara de arames e leva a lume brando. Deixa ao lume até engrossar, mexendo sempre, durante cerca de 10 minutos. Isto é uma tarefa laboriosa, mas compensadora. Deita num pirex o creme, alisando-o.

Deita a bica num prato de sopa, e demolha as bolachas no café, rapidamente sem ensopar. Cobre o creme com as bolachas.

Bate as natas em chantilly, e as claras em castelo. Envolve os preparados delicadamente, para não perder a "fofura". Deita este preparado no pirex, e cobre com raspas de chocolate. Eu faço-as com o descascador de cenoura. Fácil, facílimo!

Leva ao frigorífico, pelo menos 3-4 horas, et voilá!

Post scriptum: Optei por usar um copo para apresentar esta sobremesa, para exibir as lindas camadas nas fotos, e dar mais um sainetezinho. Por norma uso o pirex, e por isso a receita refere esse recipiente. Sirvam onde vos aprouver, taças, copos, pirexes, alguidares, caçoilas (adoro esta palavra)...  Vai desaparecer num ápice, seja qual for o portador desta beleza. Vai uma aposta?




sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Uma rica entrada, amiga de bolsos pelintras



Vocês conhecem a CraigsList? Eu conhecia o conceito, basicamente uma rede de classificados grátis. Há pouco tempo foi-me sugerido pelo meu Feijão António um documentário chamado Craigslist Joe (trailer aqui), e achei por bem dar uma volta pelo site primeiro, para perceber melhor a dinâmica. Mal sabia eu...

Apaixonada que sou por correios amorosos, assim que vi uma categoria de anúncios denominada namoro, fui-me a ela como gato ao bofe. Mas sou forçada a dizer que não me parece que seja bem namoro o que estes "anunciantes" procuram. O anúncio tem a possibilidade de inserção de uma fotografia. Pois que 99% das fotos colocadas por homens são dick picks, que é como quem diz fotos do Zé Bastos, sem que apareça a cara do dono. 

Expliquem-me, se não se importam, o processo mental que leva um homem a tirar uma foto à sua, como dizer, cana de pesca, pespegá-la na Internet, e ficar à espera que alguém morda o isco. Será que alguém que se depara com isto, pensa "Este tem bom aspecto, devemos ter imenso em comum", e cá vai disto? Já para não dizer, que isto não me parece assim muito fidedigno. Quem nos diz que a "cana" pertence de facto ao próprio? Ou que a imagem não foi photoshopada?  Tirada com uma grande angular"? Enfim... Dilemas dos tempos modernos. A minha avó diria que é o fim do mundo em cuecas. Neste caso sem...

Eu gostava muito de fazer uma boa ligação entre o tema e a receita de hoje, mas acho que ia resultar um tanto ou quanto indigesto, por isso que se lixe. A receita de hoje não é nada indigesta, pois que não é, dá uma bela entrada, rápida mais rápida não há, e amiga do bolso. Se sobrar, coisa difícil de acontecer, dá umas belas sandochas para a marmita, juntando-lhe uma singela fatia de salmão fumado ou presunto. E assim sendo, cá vai disto:

Creme de queijo creme e otras cocitas mas...

Tempo de preparação: Tipo Lusco-fusco

Despensa:

200 g de queijo creme light
1 colher de chá de alho em pé
Sal e pimenta preta moída q.b.
1 colher de sopa de salsa picada
1 colher de sopa de coentros picados

A parte divertida:

Preparem-se para a receita mais complexa e demorada da história da Humanidade: junta os ingredientes todos numa taça e mistura. Prova, rectifica os temperos, serve com tostas, gressinos, pão, broa, o que vos aprouver. Et voilá! 

Post scriptum: Uso o queijo creme light, apenas porque gosto mais do resultado. São, no entanto, livres de usar o queijo creme normal. Também podem experimentar ervinhas diferentes: cebolinho, hortelã, manjericão. Aqui é sempre assim: à vontade do freguês!


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Sítios que me fazem feliz: Mercado Praça da Figueira


A Ervilha está hoje particularmente satisfeita. Em primeiro lugar, porque ultrapassámos as 10.000 visitas aqui no casarão. Um número lindinho, redondinho, graças aos fregueses mai' lindos da vida, que me andam a fazer feliz há 4 meses, mais coisa menos coisa. Em segundo lugar, um motivo bem mais mundano: comprinhas feitas ontem, congelador cheio de carninha para cozinhar. O que é que hei-de fazer: ver o frigorífico cheio faz-me feliz, dá-me um quentinho no coração, e deixa-me ansiosa pelas 1000 coisas que posso fazer e partilhar com vossemecês. Fui-me abastecer ao Mercado da Praça da Figueira, do qual sou freguesa fiel há 6 meses. E esta relação começou assim:


A primeira vez entrei por acaso. A fachada e o carrinho com sacos de fruta bonita chamou-me à atenção.


A calçada, a arcada da entrada, as vitrines cobertas por néctares do Demo, o cheiro a pão quente da bela da Cafetaria/Padaria... Tudo prometia.


As cores dos legumes, dos vegetais, das frutas, como que a competir entre eles. A ver quem é mais viçoso.


Doces, biscoitos, bolinhos, chocolates, frutos secos a granel, coisas boas de verdade. E nacionais na sua grande maioria! Olarecas!


E peixinho fresquinho, fregueses? Pois que também, há! E uma charcutaria de fazer chorar as pedrinhas da calçada? Também temos!


E last, but not the least, a piéce de resistance: O Talho. Foi o talho do Mercado que fez de mim freguesa habitual. Variedade, qualidade e preços mais que justos. Muitas vezes, a metade do preço habitual. A melhor carne em "formato standard", e uma miríade de preparados que até apetece. Vale de tal forma a pena, que vou lá de propósito pelo menos uma vez por mês, e saio de lá com um sorriso de orelha a orelha, e sensação de dever cumprido.  Posso dizer que por 27 euros adquiri: 1 kg de bifes de perú (que se vão transformar nestes panados que serão congelados, e ficarão prontos a animar as marmitas a qualquer momento), 1,600 kg de carne picada (há lá ingrediente mais versátil), 1,100 kg de peitos de frango (é desta que vos vou apresentar o meu caril), 1 kg de costeletas do fundo (receita das boas aqui), 10 hambúrgueres de novilho (e não relincham), 1,500 kg de asas de peru (ficam um mimo no forno, depois mostro-vos) e 4 hambúrgueres de porco preto com ervas aromáticas para experimentar. Não vos queria maçar com a minha lista de compras, apenas demonstrar o achado que é este talho. 


Empregados simpáticos e solícitos (sem serem melgas), um sítio bonito, produtos de qualidade, uma oferta variada e preços justos: creio que é este o segredo do sucesso do Mercado Praça da Figueira e do comércio tradicional em geral. Assim está bem. Assim dá gosto.

Post scriptum: Isto não é publicidade, não é um post pago ou encomendado, whatever... Não conheço os donos ou o staff do Mercado, e paguei as minhas comprinhas todas. É só porque a Ervilha Maria é generosa e gosta de partilhar com os fregueses os sítios que a fazem feliz. E acham mesmo que alguém me paga para dizer as minhas tolices? E depois eu é que faço piadolas... Ah, mais informações sobre o estabelecimento:


terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Ai Quiche, Quiche...



O Facebook faz 10 anos hoje. Há 10 anos que:

  • Pessoas adultas acham que é boa ideia postar fotos de gatinhos e cãezinhos, como os que eu tinha em bloquinhos de folhinhas cheirosinhas quando andava na Escola Primáriazinha;
  • As pessoas se esqueceram da maravilhosa utilidade de uma janela: olha-se para a rua e vê-se como é que está o tempo. E dada essa amnésia, acham imperioso partilhar as condições climatéricas com o mundo, como se os restantes estivessem fechados num bunker, e fossem necessárias frases como "Chove a potes" ou "Está um calor que não se pode", e fotografias de tabliers com a temperatura, para saber o estado do tempo;
  • O Facebook transformou grande parte (demasiado grande) da malta em gurus de auto ajuda, sempre com frases de ânimo, determinação, verdades absolutas, lemas de vida... Com crianças com um chapéu de chuva, um lindo pôr do sol, uma lua cheia e trampas afins. Um mimo!
  • As pessoas aceitam como "amigos" pessoas com que se cruzaram no liceu, porque até eram amigos da prima da melhor amiga do colega de carteira. Felicitam-se no aniversário, desejam-se Boas Festas, "likam-se" nas fotos de perfil e comentam-se com um "Há quanto tempo!". Depois cruzam-se no supermercado, desviam o olhar incomodados, e não se cumprimentam.
  • Os pais não deixam um puto de 10 anos sozinho em casa mais que 3 minutos, mas deixam-no com o seu Facebook sozinho no quarto mais que 3 horas. Fazem má cara quando um desconhecido dá uma festa na cabeça da filha num parque infantil, e partilham fotos da filha com virtuais conhecidos, que é como quem diz totais desconhecidos. No banho. 
  • E as selfies: que melhor pano de fundo para uma foto sensual a fazer boquinha de pato, do que a zona da latrina? E as fotos do comer: se eu vir alguém a fotografar um prato de massa requentada com atum ou salsichas com esparguete, já é coisa para merecer o meu respeito. E as fotos das pernas da praia, e dos pés na praia, e todas as outras fotos que as pessoas tiram para mostrar que está a ser o máximo, em vez de apreciar o concerto, teatro, praia, vista... E os Villes, e as Sagas e o car... Desculpem, mas cada vez que me aparece um pedido para jogar seja que merda for, dá-me vontade de dizimar aldeias.

Adoro o Facebook, portanto. Não vivo sem ele. Sem ele, e sem esta maravilhosa Quiche. (subtil a ligação, não foi?) E já a devo cozinhar aí há 10 anos, idade que completa o Facebook (como um elefante numa loja de porcelana). De braço dado com uma salada, é um repasto que me deixa para lá de feliz. E também é amiga da marmita. Só qualidades. Como o Facebook... Ou então não. Adiante, cá vai receita:

Massa quebrada, cogumelos, ananás e linguiça, que é como quem diz uma rica Quiche

Tempo de preparação: Comme si, comme ça

Despensa:

Azeite
1 cebola roxa, às meias luas fininhas
2 alhos ralados
2 linguiças, cortadas na vertical e depois às meias luas
250 g de cogumelos de Paris frescos, laminados
Sal e pimenta preta moída q.b.
4 rodelas de ananás em calda, aos pedacinhos
3 ovos grandes
20 cl de natas magras
1 base de massa quebrada

A parte divertida:

Leva uma frigideira ao lume com um fio de azeite, a cebola roxa e o alho, e deixa refogar uns minutos. Junta a linguiça e os cogumelos, tempera com uma pitada de sal e pimenta, e salteia em lume alto durante cerca de 5 minutos. Adiciona o ananás, envolve tudo e salteia mais 3-4 minutos.

Liga o forno a 210º. Bate os ovos com as natas, e uma pitada de sal e pimenta (sem exageros que o recheio já está temperado). Cobre uma tarteira com a massa, pica o fundo com um garfo, e cobre-o com o salteado. Cobre agora com a mistura de ovos, e leva ao forno durante cerca de 30 minutos, ou até o recheio estar cozinhado (pica com um palito para conferir). Et voilá!

Post scriptum: O admirável mundo das quiches é um veículo excelente para aqueles restinhos que estão no fundo do frigorífico. Esta quiche com esta magnífica (gaba-te cesto!) combinação de ingredientes é fruto de uma dessas situações, e transformou-se na minha preferida. Assim, dêem asas à imaginação e à sovinice, fregueses! No poupar é que está o ganho, minha gente!